sexta-feira, 30 de abril de 2010

Privilégio

Essa semana perdi duas grandes pessoas. Um mestre e um amigo. O mestre conheci no Rio, na graduação e acompanhou-me em várias etapas da formação até nos tornarmos colegas de profissão. Sua capacidade e rigor era dosada com uma generosidade incomparável no meio acadêmico e fazia dele alguém muito, mas muito especial. Fico feliz de ter, mais de uma vez, verbalizado o quanto gostava de ouvi-lo. Ele sabia. Sinto saudades desde sempre, mas quero aqui louvar o privilégio de tê-lo conhecido. Manoel Salgado.
Roubei a imagem de uma grande amiga: começamos juntas nossa trajetória e a admiração pelo mestre era a mesma. Obrigado Ivana.

Terça animada

Outra amiga querida, outro livro lançado. Ipanema, Livraria da Travessa e o Botafogo presente... Tudo de bom.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Dia de festa no Engenhão

Domingo: noite linda para o amistoso com o Corínthias.
Era entrega das faixas de Campeão Carioca...
O Engenhão foi só festa para celebrar o Botafogo!de joelhos

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Garça solitária

Depois das chuvas, o canal com sua água barrenta acolheu - fora do lugar - uma garça da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Ler os céus

As chuvas no Rio de Janeiro deram uma trégua, mas no último sábado, antes de sair da cidade, não sabia como interpretar o que o céu me dizia: sua negritude sugeria chuva, mas o rasgo de azul enfrentava a densa nuvem... No privilégio do depois posso dizer: não choveu.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Confeitaria Colombo

Prometo que num chá da tarde faço fotos pessoais, mas depois de citá-la e não ter imagens adequadas, senti-me compelida a trazer de outros olhares.
Aqui, o salão onde ocorreu o casamento e o buffet.
http://flaviaalmas.blogspot.com/2009_09_01_archive.html

Antes da chuva, a felicidade

Casamento de ex-aluna que ganhou o mundo e hoje faz mestrado em Madrid. Linda todos os dias, ganhou um dia especial na Confeitaria Colombo, um dos endereços mais tradicionais e belos de nossa cidade. As fotos não fazem jus ao evento, mas merece o registro.

Mesa e companhia de queridos alunos, ex-alunos e professores.

Os noivos, as amigas e a felicidade.A barra da saia do vestido: os nomes das solteiras...Segundos antes de lançar o buquê.

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...não do clima, mas da necessidade de reformas: urbanas e de hábitos.

Há duas semanas, cliquei o Cristo - símbolo da cidade - com as estruturas para reforma e hoje, depois das chuvas, para além da informação sobre o que nos ocorre no dia-a-dia da cidade, seu sentido se multiplicou.

A chuva e o caos

Sem postar há um tempinho, havia outros assuntos para comentar, mas o impacto do último me fez alterar a ordem das coisas.
Segunda, dia 5 de abril, saí da escola da filha debaixo de temporal impiedoso. Nos vários caminhos para casa, tudo algado e carros parados. Na expectativa de chegar e na esperança de ruas em melhores condições, enfrentei uma contra-mão onde já não víamos o asfalto; passei por várias ruas do mesmo modo e, pertinho de casa, acabei com água quase na janela. Consegui subir na calçada, próximo a um prédio, garantindo que o lado do carona ficasse sem água e o lado do motorista com pouca água. O choro da filha desesperada vendo a água entrar já não era contido com a idéia de 'aventura' que conseguira manter, mas foi revertido quando o pai, à pé, chegou onde estávamos. Nós duas saímos do carro e seguimos à pé para casa. O pai, depois de ver um carro branco (abaixo) ser empurrado e passar diante de nós, identificou passagem por onde era possível conduzir e chegar em casa. Perdi a placa e o carro agora faz um barulho estranho.
Ontem, terça, depois de uma madrugada de temporal incessante, o Rio de Janeiro expôs toda sua fragilidade: da singularidade da natureza que retém água da chuva aos descaminhos da urbanização - onde o asfalto impede a absorção - e da política, somados à falta de educação dos moradores - que rotineiramente lançam nas ruas e rios o lixo -, tudo contribuiu para uma tragédia .
Lugar mais alto na calçada onde consegui ficar.

Automóvel que foi empurrado.