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terça-feira, 24 de maio de 2011

Real Gabinete Português de Leitura

Entre o antigo e o moderno, voltei hoje ao Real Gabinete. Visitei-o muitas vezes na minha formação e lembro ainda hoje a emoção de pesquisar um exemplar da Encyclopédie naquelas mesas enormes do salão principal. Historiador como nos sonhos. Hoje fui ao auditório, que não conhecia: no último andar recobrei o encantamento arquitetônico para ouvir o sotaque luso de minha bibliografia. Gravei e carrego comigo pra casa um pouco daquele momento.

 O encantamento passa pelo chão.
 Entrada térrea para o salão de livros




domingo, 15 de maio de 2011

Em algum lugar do passado

Estudei no IFCS - Instituto de Filosofia e Ciências Socias da UFRJ - no Largo de São Francisco, centro do Rio de Janeiro. Foram os anos de graduação, de abertura política no país e de fundamentação da historiadora que sou. Uma banca me fez voltar na última sexta e tomei café no mesmo bar de inúmeros outros cafés, lanches e conversas. Apesar das cores e tratamentos - o IFCS era todo branco e completamente abandonado  - ver o grupo ao lado me levou, zunindo como um arpão, aos tempos em que eu era um deles e lá estava com meus amigos. Fotografei a porta do Departamento de Filosofia que, por estar diante da cantina, é a paisagem mais recorrente de seus frequentadores já que, por ser muito pequena e com poucas mesas, as pessoas espraiam-se para além dela. O terceiro e o famigerado quarto andar: onde, quando ingressei, ficava a biblioteca e era reduto de todas as orgias. Por fim as escadas. Símbolo maior do prédio, referência de meus afetos. Hoje ela tem ponteiras metálicas no primeiro lance, cuidado de presenvação antes inexistente. E o ladrilho hidráulico... A foto não ficou boa, mas era preciso o registro.







sábado, 19 de março de 2011

Casa Granado:1870

Desde que me entendo por gente, uso produtos Granado.
Os sabonetes Phebo, especialmente o cravo, são o cheirinho da minha madrinha
e acredito mesmo que aprendi a amar os glicerinados por causa deles. O polvilho antipséptico é referência da tia-avó, e o nome mesmo - Granado - soa como as certezas (ilusões) boas com as quais montamos nossa identidade local: era pra mim o desenho de um Rio antigo, vivido por meus familiares mais velhos. O passado como autoridade e como colo. No dia da visita à exposição do Escher, caminhei um pouco pela Primeiro de Março para mostrar a cidade à filha. Havia me esquecido da Granado e foi uma surpresa boa encontrá-la com suas claras vitrines (montras) e pesada porta com ferragens antigas. Podia ter tirado uma foto, esqueci. Terei de voltar... Oba!