domingo, 11 de julho de 2010

Quase o fim.

Hoje, 11 de julho, é o dia da final da Copa do Mundo da Fifa. Fim do tempo extraordinário vivido - seja literalmente pelos horários malucos e recessos de quando o Brasil ainda estava em jogo, seja no clima que invade as ruas, estabelecimentos e pessoas, que se mobilizam para torcer para Uruguai ou Alemanha, Holanda ou Espanha.

Quando o Brasil perdeu e saiu da Copa, circunstâncias impuseram-me sair de casa imediatamente após o fim da partida para buscar o carro estacionado no trabalho. As ruas estavam desertas, como se um cataclismo tivesse varrido a humanidade e, qual soturnos filmes, restassem apenas os objetos. Definitivamente um tempo extraordinário estava sendo vivido numa cidade cosmopolita como o Rio de Janeiro.

Mas não é 'quase fim' apenas da Copa. É quase fim também do intenso período de trabalho típico de cada término de semestre, deste modo é, ao mesmo tempo, o quase começo das pequenas (e muito necessárias) férias. Para o blog, é quase fim do silêncio e das postagens de infância, que possuem seu lugar na construção da minha memória carioca num apartamento em Botafogo, mas que tomaram lugar do desejo primeiro de dizer do cotidiano de uma 'carioca sem gema'.

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